segunda-feira, 19 de abril de 2010

AUTISTAS - Os Pequenos Notáveis


Dificuldades de diagnóstico e avaliações mais criteriosas, ética, competência pedagógica, algumas reflexões sobre o preconceito e a atuação da psicologia, readequação de ambientes, interrupção de execução de serviços apropriados por falta de profissionais ou familiares, nem tanto de maneira privativa, mas global à natureza do autista, são preocupações que se intensificam.

Os avanços sociais educacionais imaginados por teóricos põem em curso a regulamentação da profissão de médico, gerando discussões, colidindo com outras da área de saúde estabelecidas em todos os seus aspectos, considerando o autismo como um fenômeno bio, psico, portanto mental e físico e mais, afetivo e biológico porque abarca as questões neurológicas e genéticas.

O médico, sem generalizar, somente ele e não estando em pauta a sua especialização, estará revestido de poder para formular o diagnóstico nosológico, ou seja, das enfermidades em geral e ainda, classificá-las a partir do seu ponto de vista pessoal, já que a capacidade de cada um não é uma verdade absoluta.

Para tratamento do autista, o médico terá que exercer a integralidade de outras profissões que agem no contexto dele, sem fragilizar a psicologia nas suas atribuições, pois que classificada como item de tratamento multiprofissional, não se deve prescindir da sua atuação.

Nos atuais centros de atendimento educacional especializados, complementar ou suplementar, os autistas e deficientes da mente já são tratados com avançadas estratégias utilizadas por psicólogos e educadores diversificados, orientando compreensão para si mesmo.

No cotidiano, o atendimento a criança ou adolescente autista já tem programas que garantem seus direitos com abordagens construtivistas e sócio-interacionistas, utilizando-se da filosofia de que o ser humano se desenvolve no ambiente familiar e social, frente a estímulos contínuos por respeito ao autoconhecimento das suas limitações.

É bem possível que mesmo Leo Kanner não tenha pensado o quanto instituições, profissionais e especialistas teriam que trabalhar na derivação da sua proposta, em busca de caminhos que levassem ao encontro de soluções para o autismo, após sua descrição na década de 40 do século XX.

Para acompanhar o comportamento em sua diversidade, com sensibilidade e conhecimento, os profissionais poderiam considerar a aplicação de metodologias com base no senso lúdico do autista, levando em conta o prazer que ele apresenta na participação do processo educacional, revelando a diversidade que permitirá a participação eventual no seu imaginário a partir da família.

Raramente um autista demonstra que retém ensinamentos. São mais comuns os registros das suas rotinas diárias serem constatadas mais tarde ou inesperadamente reveladas, depois de uma espécie de maturação pelo mesmo, sem que ele tenha demonstrado interesse pelo que lhe foi ensinado.

Médicos e especialistas, poderiam se reunir com educadores e pais, para discutirem soluções sobre as dificuldades que os autistas têm para compreender a evolução do ensino, principalmente nos aspectos afetivos e educacionais.

Quando a família é incorporada ao processo terapêutico do autista, de acordo com a orientação de psicólogos e educadores em conjunto com as dinâmicas de reflexão e conhecimento de cada área afim, essa interação se tornará o elo que facilitará a integração minimamente ideal para o aluno.

Diferentes designações conceituais têm sido aplicadas para a educação inclusiva, pois quando se trata de autismo, ela aparece apenas como mais uma nova nomenclatura direcionada para o aluno, surpreendendo o educador que de especialista em uma deficiência, antes da nova diretriz de ensino, agora precisa ter formação mais ampla.

Entendendo que criar conceitos na mente significa compreender, e decodificar significa reconhecer, o processo educacional de inclusão é o passo que possibilita o tratamento de deficiências, em conjunto com as novas metodologias que contribuem para a diminuição dos efeitos da síndrome do autismo, vistos como impeditivos para o progresso do aluno que deixou de ser paciente.

As escolas brasileiras devem cultivar a partir de agora, e que ninguém duvide disso, um novo olhar, acolhendo a todos como estudantes e não doentes, defendendo-os como uma arma poderosa de combate ao preconceito em favor de todas as pessoas com deficiência.

O desafio não é viver, isso é natural, o desafio é conviver, completaria... É ser, fazer e aprender.

Durante a vida inteira o autista fica subjugado pela ditadura da genética, crescendo física e fisiologicamente, sem parar, mas mesmo em idade avançada, quando não tem mais nada para crescer, continua a aumentar o tamanho do nariz para não esquecer o mau cheiro do preconceito, por que não há projeto de vida para ele com perspectiva de vida, lazer, educação, trabalho, vida sexual e velhice...

Reflexões, debates de ações e responsabilidade social devem ser tão obrigatórias quanto à inclusão em qualquer planejamento pedagógico, pois incluir não significa diferenciar atividades para deficientes autistas ou não, mas sim aceitar a oportunidade para tentar solucionar o seu problema.

O sistema brasileiro de educação é o primeiro entre muitos países, que determina o ensino regular aos alunos com deficiência intelectual, deficiências sensoriais, altas habilidades, deficiência física e transtornos invasivos do desenvolvimento, fazendo a erradicação das “classes especiais”, ampliando a perspectiva salutar da educação inclusiva.

Embora absolutista em tese, que os médicos continuem executando com dedicação os prognósticos, raciocinando diagnóstico, visando assegurar saúde e reabilitação das pessoas.

A vida do autista até pode ser fácil, mas a convivência que é o desafio maior, pelo fato de ter que viver com o outro, mesmo que indiretamente, desenvolvendo a tolerância, o perdão e seu senso de solidariedade entre outros, comprova que onde há sentimentos não existe aprendizado dissociado da prática.

Os autistas estão aí, mostrando que vieram para fazer parte do todo, exclusivamente abrindo caminho para que os pesquisadores façam provas dos insucessos pontuais das ciências transitórias, que entrecortadas pelo êxito das suas limitações têm, e nada mais são do que humanas.

Únicos em emoções e sentimentos, os autistas são pequenos notáveis, não nascem prontos, são moldados e guiados para apresentarem similaridade comportamental pelo menos entre os ditos normais.

Foto: goulbourmms

domingo, 18 de abril de 2010

Terapia Floral - GNT

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Comunicação

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Santos 10 x Cidadania 0

Aproveitando para surfar na onda da boa fase que atravessa, a diretoria do Santos Futebol Clube resolveu levar o time para uma visita beneficente ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que ampara crianças com paralisia cerebral.
Suas principais estrelas, entre elas Robinho, Neymar, Ganso, Fábio Costa, Durval, Léo, Marquinhos e André, recusaram-se a descer do ônibus que os conduzia, com base na revoltante desculpa de que seu caráter religioso os impedia de fazê-lo, já que a instituição de amparo para pessoas com deficiência professa a Doutrina Espírita.
Enquanto isso, os atletas menos votados fizeram à distribuição de ovos de chocolate oferecidos por um patrocinador do clube, para celebrar a Páscoa, desprovidos da preocupação em colidir sua religião com a filosofia praticada pelo Lar Espírita de Assistência à Paralisia Cerebral.
Para que não haja injustiça, é bom que se diga que ninguém falou se os colegas de clube que praticaram a atitude caridosa foram informados que a sua condição religiosa poderia provocar colisão ideológica com a filosofia da instituição, ou ainda que paralisia cerebral seja uma doença contagiosa, pois quem entrou no jogo foi à intolerância religiosa dos jogadores estrelados, que se dizem evangélicos, escancarando a discriminação e o preconceito contra aqueles deficientes.
Preconceito é a idéia.
Discriminação é a idéia colocada em "prática".
Um exemplo: em algum momento você pode não gostar de uma pessoa com determinada característica, feia ou bonita, bizarra ou estigmatizada, esse é um preconceito.
A partir do momento que você passa a insultá-las ou qualquer outro tipo de atitude pejorativa, é a discriminação.
Ao sentirem o impacto do gol que haviam marcado contra si mesmos, a turma que preferiu o abrigo do ônibus, correu até a sua diretoria acostumada a todos proteger, principalmente quando está em jogo a conveniência financeira, organizando um rápido contra-ataque, apelando para a proteção de “todos os santos” e inclusive de alguns hereges da imprensa esportiva, defensora dos seus atos falhos.
É comum ver jogador de futebol, sem generalizar é claro, visto pela hipocrisia de que ele é um infeliz necessitado, porque geralmente vem da pobreza, inclusive quando desprezam aqueles que não pediram para nascer deficiente e são amparados pela caridade de uma casa espírita, onde quem sabe o ovo de chocolate seria um lampejo de alegria por demais esperada.
Tristemente constatamos que aqueles que se acuaram no ônibus recusando-se a prestar um ato de caridade, ganharam reportagens protetoras, falsas matérias solidárias, enquanto aqueles que lá estiveram, não importa se contra sua vontade ou por obediência a hierarquia, sequer foram citados, o que evidencia discriminação dentro da própria classe.
Tinha razão o Wanderley Luxemburgo quando disse uma frase que é oportuníssima neste momento: “é preciso tomar cuidado com essa cristianização no futebol”.
O que dizer do espetáculo dantesco proporcionado por estes “atletas de cristo” que não quiseram descer do ônibus?
Há quem diga que depois desse lamentável acontecimento sob todos os aspectos, os protagonistas dessa ópera bufa voltaram ao Lar Espírita Mensageiros da Luz para uma nova visita. Nunca é tarde para se redimir. Quem sabe nas tentativas de amenizar o vexame comprometedor, pensaram nos seus filhos que um dia lhes cobrariam uma explicação pela arrogância.
Uma antiga música diz assim num dos seus versos: “magnífica é a escola de bola de um homem chamado Pelé”. De vez em quando eu a cantarolo.
Quando canto, meus filhos que conhecem Pelé e Santos dele pela história e algumas imagens me estigmatizam.
Ficam falando que eu nunca torci pelo Santos. Era mesmo torcedor do Pelé. Geração do Pelé, e mais, que ele parou em 1973 no Brasil contra a Ponte Preta porque não tinha mais o que fazer aqui, e depois foi jogar no Cosmos de New York, onde até 1977 ensinou os norte-americanos o que era bola.
Divirto-me com a brincadeira sadia.
Trinta e poucos anos depois, surgem alguns arremedos de Pelé, algumas imitações, que mesmo não querendo ser rigoroso, são efêmeras.
O preconceito e a discriminação variam pela maneira com que cada jornalista, colunista, apresentador de rádio ou televisão se expressa e, principalmente quando exterioriza o desprezo por determinados grupos portadores de alguma deficiência, da mente ou não, encontrado em determinada situação, como fizeram estes jogadores do atual Santos Futebol Clube.
O Santos de hoje tem lá suas virtudes com seu futebol irreverente, quem sabe até pela mediocridade dos rivais.
Infelizmente não dá para comparar
Nada igual a Pelé, nem ao time dele.
Nem em educação.
Que pena.

terça-feira, 30 de março de 2010

100 ANOS DE UM HOMEM CHAMADO AMOR

Feliz Páscoa aos que descobrem Deus escondido numa compota de figos em calda ou no vaga-lume que risca um ponto de luz na noite desestrelada. E aos que aprendem a morrer, todos os dias, para os apegos de desimportância e, livres e leves, alçam vôo rumo ao oceano da transcendência. LC=FB

segunda-feira, 29 de março de 2010

O QUE É O AUTISMO ?

Eros Daniel - Autista - 34 anos
Observe o olhar interrogativo.
Mãos na normalidade.
Os critérios diagnósticos para Autismo são usados universalmente.
A Associação Psiquiátrica Americana (APA) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) (1995) uniformizaram o diagnóstico do "Transtorno Autista" e dos outros "Transtornos Invasivos do Desenvolvimento".
A partir de 1995 propõem-se os critérios da DSM-IV e o código da CID-10.
No Brasil a classificação oficial a partir de janeiro de 1996 é: CID-10
CID-10 - Organização Mundial da Saúde
DSM-IV – Organização Mundial da Saúde
AMA - Site sobre a abrangência do espectro autista, com clareza solar.
Em 1943 o psiquiatra Leo Kanner, descreveu em uma publicação científica onze casos clínicos de crianças com "distúrbios autistas de contato afetivo" e apresentou a primeira tentativa teórica para explicar tal alteração.
Utilizou o termo "autista" para caracterizar a natureza do transtorno que consiste na limitação das relações humanas e com o mundo externo.
Autismo provém da palavra grega "autos" que significa " em si mesmo".
Nos casos descritos por Kanner foram levantados os seguintes sintomas básicos: Isolamento
Insistência obsessiva em manter rotinas
Tendência a ter centros de interesse limitados.
Eros Daniel - autista - 34 anos
Observe o estereotipo nos dedos da
mão esquerda que a câmara captou.

DESCREVENDO O INDESCRITÍVEL

De acordo com a National Society for Autistic Children, por definição da ciência médica: AUTISMO é uma inadequacidade que se manifesta de maneira grave, durante toda a vida.
Acomete cerca de cinco entre cada dez mil nascidos e é quatro vezes mais comum entre meninos do que meninas.
É uma doença identificada em todo o mundo e em famílias de toda configuração racial, étnica e social.
Desde 1943 quando foi descrita, até nossos dias, não se conseguiu provar nenhuma causa psicológica no meio ambiente do portador do AUTISMO ou o que possa causá-lo.
Na literatura o Autismo pode se revestir de grande beleza e ficção, nascida da capacidade criativa de cada um.
Também pode ser a vestimenta para transmitir experiências vividas que, parecem tão ricas, a ponto de impor a necessidade de ser compartilhada.

domingo, 28 de março de 2010

Crianças Índigo




 Durante o vendaval de previsões caóticas e utópicas que varreu o final do século XX, até o fim do mundo foi previsto com data e hora marcada, porém, com ressalvas: ficava combinado que esse fim não seria total. Provavelmente algumas lutas e confrontos próprios da humanidade chegariam ao final, catástrofes seriam pontuais, mas nada definitivo.
Sendo assim, os profetas do apocalipse que especularam sobre o final dos tempos na transição para o terceiro milênio, ganharam o seu dinheirinho, mas foi suado para convencerem alguns sobre o que ia acontecer.
Mas o assunto não parou por ali.
Escritores sobre autoajuda publicaram um livro narrando fatos e observações sobre as “Crianças Índigo”, que estavam chegando ao mundo a partir da década de 70, a partir da expressão cunhada por uma parapsicóloga, caracterizando as crianças que tinham a aura azul se destacando das demais.
O mundo inteiro impregnado de mazelas assistiu o parto do novo milênio com ordem, esperança e espiritualidade renovada.
Já no início do novo milênio, o assunto das crianças que se diferenciavam das demais pelo seu comportamento de rebeldia e hiperatividade muito peculiar pegou fogo, igual em capim seco, em todo o mundo.
As crianças índigo começaram a ser observadas por psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos, pois alguns luminares do comportamento humano já decretavam a opção pelo mecanicismo protocolar do apoio médico.
Felizmente outros segmentos da psicologia concluíram que se tratava de uma nova geração, pois as crianças de aura azul possuidoras de alto nível de inteligência, não podiam ser confundidas com outras portadoras de distúrbios comportamentais, principalmente aquelas que reencarnaram em massa a partir dos anos 80 do século passado.
A criança índigo tem absoluto controle do que faz. É rebelde, não gosta de esperar, não é capaz de permanecer sentada determinado tempo, não demonstra medo de nada, e não teme ameaças. Com elas não se consegue fazer chantagens emocionais.
Seus sistemas neurológicos são diferenciados por isso mesmo os pais não devem tratá-los precipitadamente nas suas avaliações.
Quando a confusão se apresentar deve-se procurar orientação apropriada e ter a sensibilidade de perguntar o que eles estão vendo ou sentindo.
Dêem ouvidos a elas. Concedam a elas a oportunidade de ensinarem o modo de compartilhar seus atributos espirituais.
O desafio da educação de uma criança índigo pode passar pelo método Montessoriano ou Waldorf onde a pedagogia consiste em amor a criança, e não a um adulto em miniatura como estamos acostumados a ver na mídia que só induz à ganância.
A criança índigo matriculada em escolas convencionais tornam-se praticamente insuportáveis. Depois de diagnosticadas, seus responsáveis devem impedir a todo custo submetê-las ao imediatismo das drogas de obediência, onde seu cérebro carregado de substâncias químicas fica acessível, mas ela vai perder a espontaneidade e mais tarde na adolescência certamente derrapará na drogadição por necessidade.
É inevitável a verdade de que o mundo a partir da 2ª Guerra Mundial passa por mudanças expressivas e rápidas, principalmente com as gerações jovens.
A igualdade social e profissional da mulher com os homens. O interrelacionamento familiar onde tudo foi substituido por você, no tratamento com os pais. O relacionamento sexual irresponsável do filho ou da filha que denominam de ficar.
O pai, além de ausente, agora divide as obrigações com a esposa para garantir o sustento do lar e os adultos de maneira abrangente trazem valores morais às crianças sobre qualquer assunto.
No Livro dos Espíritos a Lei do Progresso submete tudo e a todos à incessante evolução, sempre compreendida pelo homem.
Não é de se estranhar que a atmosfera fica mais limpa após as tempestades e o solo mais generoso.
Sendo assim no mundo físico, porque seria outra a sistemática quanto à Humanidade?
Podemos citar o espírito Erasmo em O Livro dos Médiuns: “Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma falsidade, uma só teoria erronea.”
André Luiz, na série “A Vida No Mundo Espiritual” conta notícias de auras e cores, em vários dos seus 13 livros psicografados por Chico Xavier e alguns junto com Waldo Vieira.
Em “Os Mensageiros”, no capítulo 24, quando se refere a um Espírito evoluído — Ismália, em preces —, com luzes diamantinas que do tórax irradiavam todo o corpo. Dois outros Espíritos que acompanhavam Ismália estavam quase semelhantes a ela, “como se trajassem soberbos costumes radiosos, em que predominava a cor azul”.


Divaldo Pereira Franco no seu livro A Nova Geração: A visão Espírita sobre as Crianças Indigo e Cristal, acredita que já temos uma juventude que está fazendo a transição do mundo de provas e expiações, para o nível de mundo de regeneração.
Em nossos dias, podemos concordar com o mais humilde dos cientistas, que o tempo e o espaço se encontram tão intimamente ligados que é inconcebível um viver sem o outro.
Na Codificação do Espiritismo nada há sobre “crianças índigo” no entanto, em se tratando de transição planetária não conheço nenhuma religião ou sistema que trate desse assunto com tanta propriedade, pelo que concordo em ter as crianças índigo sob o abrigo da Doutrina dos Espíritos.
Estou sugerindo assim que os irmãos de ideal espírita devem refletir se devem aceitar ou não o que se diz sobre as crianças índigo.
Deixo claro que nada me autoriza a fazê-lo em nome do Espiritismo
Devemos dar aos nossos filhos o máximo de atenção, pois eles nos abençoarão por isso. Devemos amá-los incondicionalmente. Abençoá-los vigorosamente, pois conosco eles estão compartilhando a paz, harmonia e alegria.
Sejam eles Índigo, Cristal, ou não.

terça-feira, 23 de março de 2010

Estado do Paraná Recusa INCLUSÃO

O governo do Estado do Paraná está encaminhando à sua Assembléia Legislativa um projeto de lei que tornará permanente a política de manutenção das escolas de educação especial, depois de ter anunciando a prorrogação por mais três anos do convênio com as atuais escolas mantenedoras.

Isto significa que o governo paranaense não cumprirá a Lei de Diretrizes e Bases, que trata da Educação Especial, implantando a educação inclusiva preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais, desafiando a posição do Ministério de Educação e Cultura, que é pelo fechamento das escolas, inclusive das APAES, para consequente inclusão dos alunos deficientes no ensino regular.
O Paraná tem próximo de quatrocentas instituições mantenedoras de escolas de educação especial, que são entidades filantrópicas em convênio de cooperação técnica e financeira com a Secretaria de Estado de Educação, dez escolas municipais e três – pasmem - somente três escolas públicas.
Com o advento da Educação Inclusiva, em implantação, as escolas regulares e seus docentes, além de resistirem à reciclagem para atualização pedagógica, ainda não estão preparados para receber alunos com deficiência, daí o principal ponto de resistência contra a nova metodologia, ratificando a desinformação de que quase tudo o que acontece no universo da educação no Brasil é improvisado, pois integrantes do sistema manifestam a desconfiança de que os novos especialistas em educação ameaçam às suas posições conservadoras equivocadas ou no mínimo desatualizadas.
Politicamente correto ou não, o governo paranaense está sendo elogiado por se recusar a implantar a diretriz da educação inclusiva, não vendo contrassensos na iniciativa da manutenção das escolas de educação especial.
Cabe perguntar o que aconteceria se o governo paranaense tivesse cumprido os ditames da lei e no prazo regulamentar que tiveram para maturação do projeto da educação inclusiva, cujo prazo definitivo para implantação expira antes do final do ano.
Especialistas em educação especial aceitam a aplicação da educação inclusiva, condicionando que a escola regular tenha além de uma estrutura na área de educação formal e de saúde, conte com médico, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, e outros especialistas inseridos no contexto, o que em princípio torna economicamente inviável qualquer projeto educacional, uma vez que o custeio seria debitado na conta dos pais, já exauridos de recursos para manutenção dos cuidados necessários aos seus filhos deficientes, da mente ou não.
Na proposição do governo do Paraná, o projeto vai assegurar a manutenção das escolas de educação especial no futuro, pois será uma política de Estado, e mais, não está sendo “politicamente incorreto” em não implantar a educação inclusiva, enquanto reconhece a importância dela.
A coordenação pedagógica de educação especial e inclusão educacional explica que não é contra a política do Ministério de Educação e Cultura, pois o projeto paranaense, além de fazer uma inclusão responsável, sem discriminação e preconceito, estará atendendo as especificidades das crianças.
O senador Flávio Arns, reconhecidamente opositor ao modelo de educação inclusiva previsto pelo governo federal, elogia o posicionamento do governo paranaense, lembrando que colocar o aluno deficiente no ensino regular, tão somente, independentemente da dificuldade, é desnecessário, pois que as escolas de educação especial em funcionamento e as APAES têm competência reconhecida em todo o mundo.
No Paraná não poderia ser diferente, afirma o senador, exemplificando o caso do seu filho “que tem deficiência mental, sempre estudou em escola especial. Hoje, com 35 anos, ele trabalha, mas com supervisão”, conta o senador.
A inclusão a fórceps sem a preparação institucional, segundo Evelise Portilho, professora do curso de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e especialista em Psicopedagogia e Educação Especial, fará com que o aluno com necessidade especial acabe mais excluído do que antes.
O educador português José Pa¬¬checo autor do livro Caminhos para a Inclusão e mentor da Escola Ponte – em funcionamento há 33 anos em Portugal, conhecida por ter rompido com o ensino tradicional ao não dividir os alunos em séries e turmas –, é categórico: “Colocar crianças e jovens com deficiências especiais em escolas que não estão preparadas é um faz de conta da inclusão. É criminoso”, opina.
De acordo com ele, o resultado será uma sensação de inferioridade para esses alunos e um sentimento de frustração para os professores, que não se sentem capazes de ensinar.
Para José Raimundo Facion, autor do livro Inclusão Escolar, uma via de mão dupla, a política adotada pelo Paraná é sensata. “Todo mundo concorda que a discriminação não pode existir, mas, para pessoas com deficiências mais complexas e invasivas, o fato de estar na educação formal não é prioridade na vida delas. Elas têm outras necessidades”, opina.
No Paraná, a decisão sobre que tipo de escola deve ser encaminhado o aluno com necessidade especial é tomada em conjunto pelos pais, especialistas e eventualmente pelo próprio estudante.
Que discutam... Que briguem... Que xinguem... Mas que cheguem a determinados parâmetros para que nossos filhos sofram menos.
Enquanto isso nós, pais portadores da Síndrome da Paciência, oremos, esperando que o bom senso prevaleça.

EVENTOS EM COMEMORAÇÃO

Faça sua Parte - 1º de abril - Não é Mentira

Na noite de 1 de Abril o prédio Empire State em NY estará acesso com luzes azuis em conscientização sobre o Dia Internacional do Autismo em 2 de Abril.

Estão urgindo e repassando a campanha no resto do mundo para que todas as pessoas possam acender uma luz azul em suas casas. Outros prédios por todo o país e o resto do mundo estará acendendo luzes azuis.Coisas que se pode fazer para ajudar na conscientização o do autismo:
Usar o pin azul com o desenho de uma peça de quebra cabeça durante todo o mês de abril e quando as pessoas perguntarem você pode falar sobre o autismo e o porquê você esta vestindo.
Mudar as fotos do Orkut e perfil no twitter ou facebook com a peça azul de quebra ou com o logo da campanha light it up: Blue e repassar para 10 amigos.
Digitar todos os seus emails em AZUL e colocar o logo Light It Up Blue na assinatura durante todo o mês de Abril.
No dia 2 de Abril vestir uma peça de roupa azul, camiseta ou calça e pedir pra seus amigos, familiares ou colegas de trabalho pra vestir também e tirar fotos e repassá-las, pra gente aqui no grupo também! Se possível colocá-las nas galerias do Flickr, Orkut, twitter,facebook .
Cozinhar um bolo com o desenho da peça de quebra-cabeça Azul, preferência todo em azul e levar pra escola, pro trabalho e dividir com seus amigos explicando o porquê.
Existem várias maneiras de participar! O importante é fazermos nossa parte para divulgar o máximo pra conscientização o e um futuro melhor pros nossos pequeninos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

APADEM NO DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO


PROGRAMAÇÃO
Segunda- dia 29/03 – 19:00
Tema do dia: Irmãos de Autistas
Abertura: Apresentação de Maria Clara Portela (teclado)
Exibição do filme Black Balloon –
Comentários Dra Erica V. Lacerda (Fonoaudióloga)
Local: Auditório SME (Secretaria Municipal de Educação/VR)
Rua Santa Helena, nº.22 – Niterói- Volta Redonda
Terça –dia 30/03 – 14:00
Tema do dia: Divulgando o Autismo
Caminhada, Panfletagem e Divulgação na Mídia
Concentração: Praça Brasil – Vila Santa Cecília
Quarta –dia 31/03 – 18:00
Tema do dia: A Arte Autista
Exposição de telas de pessoas com Autismo
Artistas: SEMEIA, Escola Dayse Mansur, Escolas Inclusivas, entre outros, de todo o Brasil.
Local: Auditório da SME
Sexta- dia 09/04- 14:00
Tema do dia: A Nutrição dos Autistas
Mini palestra, mini oficina, degustação e venda de produtos sem glúten e sem caseína
Nutricionista responsável: Lívia Eller
Local: Sede da APADEM
Rua Beira-rio ,413- Voldac- VR
Sábado- dia 10/04- 18:00
Tema do dia: O Autismo
Palestra: Autismo e a Importância do Diagnóstico Precoce Palestrante: Monica Accioly (Rio de Janeiro).
Fonoaudióloga, Membro fundador e Coordenadora Técnica da Associação Mão Amiga/RJ
Homenagem: Entrega da placa “Prefeito Amigo dos Autistas”
Ao Exmo Sr. Prefeito Municipal Antonio Francisco Netto.
Local: Auditório da SME
foto: Google

terça-feira, 16 de março de 2010

A CURA DO AUTISMO – Parte?!?!? ... Listas

A pergunta que não deve calar.
Não existe medicação para a cura do autismo, apenas para administração de alguns sintomas dele, já catalogados pelas Neurociências.
Os autistas trabalhados em conjunto com uma boa equipe multidisciplinar e o apoio integrado com os Pais, eliminam as preocupações em relação ao meio, ficando para combate o preconceito e a discriminação.
Pais de autistas necessitam de muito conhecimento espiritual, estudar afins, reforço da fé racionada, esperança acalentada no trabalho e dando amor é que conseguirão suplantar a oportunidade de progresso do filho ou da filha.
Aprendemos observando e sentindo que para educar um autista, é educar-se em relação a eles, e não é necessário ser professor.
Temos exigências, logo descobrimos que somos educadores e isto nos deixa em estado de graça.
O autista é aluno e simultaneamente nosso professor. Sua máxima é que ele ensina rapidamente, coisas para viver e coisas para nos dar prazer.
Pela decorrência de um longo processo de amoroso trabalho, "Ô meu Deus" como é bom ler Priscilla Siomara, Mônica Accioly, Vó Mara, Fausta, Claudia Marcelino, Cris, Lena, Wannya, Cláudia Moraes, Liê, Sergia Cal, Yvonne Falkas, Valéria e tantas outras aqui e ali, com suas variações sobre o mesmo tema.
Todas "Mães Excepcionais", integrantes de uma odisséia de rara beleza, cumpridoras dos seus papéis, sem serem coadjuvantes, mas com atuações honestas e divinas.
Vocês todas, Amadas do Caminho, são extensionistas que continuam se doando e contribuindo sabe Deus a que preço para levar nossos filhos autistas a participar da vida cotidiana e ao bem estar da família, mesmo que vez por outra pelo imediatismo social ou o inconformismo, sejam injustiçadas e incluídas entre os menos interessados pela causa.
Nesta interação não há discriminação, há somente a dignidade em honrar o ser humano como único compromisso.
Uma vez me disseram que eu gostava de sofrer só por que me envolvi demais com a síndrome. Entendi que sofria sim, mas não por mim, pois que emprestava o sofrimento dos outros e os metabolizava. Tinha muito para dizer, mas não sabia como falar.
Falar é com a voz de perto, mas escrever é dizer alguma coisa mudamente, de longe. O falar ouve-se com os ouvidos, mas o dizer escuta-se com o pensamento igual vocês costumam fazer.
Alguém registrou que o confronto com o Autismo, nos leva a ficar entre a benção e a maldição.
Benção porque as mínimas coisas simples que dele resultam, podem ser grandiosidades que nos levam a euforia.
Maldição porque nós, pais de autistas somos ambiciosos.
A dor para nós é mais intensa, por que sofremos de complexo de superioridade, pois não admitimos o contrário no enfrentamento da síndrome.
Remédio para o autismo existe, sim.
São vocês, "Mães Excepcionais" realizadas no prazer de preservar seus filhos, provocando expurgos para garantir sua autoridade invariavelmente enfraquecida pela falta de legitimidade de quem as critica.
E cura também.
Na Luz e na Paz

Texto do autor já publicado
Foto=Google

sábado, 13 de março de 2010

Exposição de Arte Autista na APADEM


APADEM
(Associação de Pais e Amigos do Deficiente. Mental)
31/03/2010 - na Secretaria Municipal de Educação de Volta Redonda/RJ.
Todos que conheçam um autista que faça pintura em tela e que queira participar, pode nos colocar em contato com a família, ou escola.
Todos os quadros doados serão vendidos, e a renda revertida para a Associação, que desenvolve trabalho em prol das famílias de autistas.
Esta ação condiciona a doação e envio das telas.
A exposição além da divulgação dos trabalhos e do autismo estará contribuindo para a inclusão social do autista.
Para maiores informações, fale conosco:
Claudia Moraes (APADEM/VR)
Fone: 55 (24) 3337-3683

"Sou do tempo em que ainda se faziam visitas".

O texto abaixo eu recebi da Didi, uma amada amiga.
Ela está me dando um puxão de orelha, só para lembrar que ainda mantém a tradição de receber amigos.
Ela tem saudade desse antigo hábito.
Posso imaginar o tamanho da carapuça que devo vestir, tamanho é o tempo que não faço isso.
"Os grande amores acabam, não pela distância, mas sim pelo esquecimento".
O que não é o nosso caso.
O que me conforta é que isso não é uma falha só minha.
Para quantos que o recado encaixará?
Chegarei...Devagar, igual a carochinha... Mas chegarei.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-====-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-
“” Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um
- Olha o compadre aqui, garoto! Cumprimenta a comadre.
E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos. Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.
- Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
A conversa rolava solta na sala. Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando-nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas - e dizia:
- Gente, vem aqui pra dentro que o café está na mesa.
Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também. Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos. E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa.. A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... Até que sumissem no horizonte da noite.
O tempo passou e me formei em solidão.
Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail... Cada um na sua e ninguém na de ninguém.
Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
- Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.
Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e fantasmas mais assustados que assustadores.
Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos, do leite...
Que saudade do compadre e da comadre!””

José Antônio Oliveira de Resende
Professor de Prática de Ensino de Língua Portuguesa,
do Departamento de Letras, Artes e Cultura,
da Universidade Federal de
 São João del-Rei – MG.

terça-feira, 9 de março de 2010

Livro Autismo pela Nutrição


Lançamento dia 31 de março às 19 horas na
Livraria Saraiva do Shopping Rio Sul.
Este livro narra a história de vida e as conquistas de uma mãe que encontrou na Nutrição o caminho para melhorar a qualidade de vida e a saúde de seu filho.
Claudia Marcelino é mãe de Maurício, hoje com 18 anos de idade. Os primeiros cinco anos de vida foram iguais a qualquer criança desta mesma idade. Foi a partir do quinto ano que o autismo começou a se manifestar e após consultar diversos profissionais e especialistas Maurício foi diagnosticado autista. A partir de então iniciaram os tratamentos recomendados. Claudia, a mãe, mergulhou fundo no conhecimento do Autismo e encontrou na Nutrição e em preparações alimentares um caminho para melhorar ou alterar de forma positiva a qualidade de vida, comportamento e saúde de seu filho.
O livro inclui receitas de alimentos compatíveis com autistas, celíacos, alérgicos, intolerantes e adeptos a uma dieta sem glúten e sem leite.
Claudia Marcelino é moderadora dos grupos Autismo Esperança, Autismo Tratamento, diário de um Autista e Autismo é Tratável.

sexta-feira, 5 de março de 2010

O Dia Internacional Delas

                                                                                
A mulher é um Ser portador de poderes sobrenaturais.
É heroína.
Ganha todas. Vence qualquer obstáculo. Até nossa imaginação.
Ela faz um gesto curvo e largo em torno do próprio ventre dizendo para o filho: escute, é o seu coraçãozinho que está batendo, e também o da mamãe.
Parece que a explicação satisfaz o filho, que se põe tranquilo a brincar novamente.
Ela é heroína. Faz milagres.
Em meio a seus medos, não tem medo, só coragem.
A mulher é heroína de nascença.
Se comete erros é para evitá-los no futuro, mas considera-os bênçãos, pois aprende com eles.
Sabe que sempre será heroína.
Mulher Excepcional essa Heroína que todo dia faz renascer sonhos.
Extraordinários estes Seres mulheres.
Em qualquer idioma.
Salve, salve o Dia Internacional da Mulher.
Salve.
Na Luz e na Paz

quarta-feira, 3 de março de 2010

CURSO DE ANÁLISE DO COMPORTAMENTO APLICADA (ABA)

Curso de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) Estratégias terapêutica de atuação com crianças com Autismo Dias: 09 E 10 DE ABRIL DE 2010 -LOCAL: AUDITÓRIO DO GRAND HOTEL ROYAL-CENTRO DE SOROCABA.HORÁRIO: 8:00 AS 17:30H SCARGA HORÁRIA: 17H COM CERTIFICADOINVESTIMENTO:R$ 150,00 ou EM 2X-(DESCONTOS ESPECIAIS PARA GRUPOS Palestrante: Beatriz CunhaTerapeuta Comportamental, pós graduada em psicologia médica. Diretora do Centro de Analise do Comportamento especializado em ABA no Rio de Janeiro. PÚBLICO ALVO - PROFESSORES, PEDAGOGOS, PSICÓLOGOS, NEUROPEDIATRA, FONOAUDIÓLOGOS, TERAPEUTA OCUPACIONAL, PAIS E PESSOAS INTERESSADAS NO ASSUNTO.
INCRIÇÕES ABERTAS. VAGAS LIMITADAS!INFORMAÇÕES:
                                               http://www.amas.com.br/- tel 15- 32178074-32224646

domingo, 28 de fevereiro de 2010

CENTENÁRIO DE CHICO XAVIER JÁ É REALIDADE

O Correio do Brasil já está divulgando a cópia autêntica do selo comemorativo, cujo lançamento oficial será no dia 2 de abril de 2010 no dia 2 de abril de 2010, em Pedro Leopoldo e Uberaba, e no dia 18 de abril em Brasília.


O Grupo Espírita Emmanuel se empenhou com alma e coração nesse objetivo, que contou com as simpatias da comunidade espírita e também de expressivo apoio de adeptos de outras religiões, pois Chico Xavier é unanimidade em nossa Terra e respeitado no exterior.

Nosso agradecimento aos membros da Comissão do Departamento de Filatélica Nacional, que concedeu a merecida homenagem a Chico Xavier.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Bullyng por exemplo


Acompanhei os passos do meu filho da entrada da escola até ele sumir nas entranhas dos corredores para mais um dia de aulas quando aconteceu um fato curioso.
Fui interpelado por alguns dos seus colegas que viram a cena perguntando por que eu deixava o meu filho na escola demonstrando tanta atenção e carinho.
Respondi explicando que era um caso de amor, pois em nossos dias uma das maiores preocupações que os pais possuem, é a insegurança de ver seus filhos crescerem e começarem a ficar sozinhos, como vocês falam, pois pensam que já tem autonomia para tanto.
Enganam-se.
Nem todos os pais pensam assim e no meu caso, mesmo com meu filho já tendo rompido alguns laços comigo, próprios da sua idade e transição atribulada que o mundo está vivendo, me sinto na obrigação de conviver com a natureza e a independência dele cumprindo seu ciclo.
Até que isso se cumpra ele deve sentir a segurança pessoal que seu pai representa.
Tive que repetir as mesmas coisas que já havia praticado com os demais filhos.
Reconsiderei que eles não iam à escola só para assistir as aulas.
Foi na escola que eles adquiriram além do ensino formal, a sociabilidade que deve caracterizar todo cidadão imbuído de decência para formação do seu caráter.
Eu e sua mãe sempre ficamos atentos as peculiaridades que rondavam cada um, pois nunca admitimos discriminações além do desenvolvimento normal da criança ou de um adolescente.
Sempre fizemos da escola uma extensão da nossa casa, por isso ficar a par de todos os passos dos nossos filhos sem ser murrinha ou torrador de paciência, no jargão dos jovens, nos bastava para manter um padrão de comportamento, gerando um bom aproveitamento do ensino, que nos dava tranquilidade.
Meus filhos nunca simularam, além das demonstrações naturais de preguiça, situações que os impedissem de ir à escola.
Como é comum na adolescência, eles também tiveram altos e baixos no rendimento, que nunca pudemos atribuir ao ambiente escolar, depressão, baixaestima ou se achando vítimas por problemas do mundo, principalmente no lar, onde costumeiramente tudo se origina.
O mais óbvio por problemas comportamentais da atualidade nas escolas, é apontar o fator bullying, como é conhecido na Europa e nos Estados Unidos, e que vocês já devem ter ouvido falar.
Vocês sabem que em nosso país temos a mania de consagrar palavras estrangeiras no nosso cotidiano.
Bullying por exemplo.
Que é a violência intencional e repetitiva que ocorre sem motivação aparente, sendo que os agredidos não conseguem se defender, e os agressores têm dificuldade para assumir outro comportamento que não seja violento.
Estudos mostram que os portadores de bullying têm maior probabilidade de praticar atos delinquentes, criminosos e de violência doméstica, incluindo suicídio.
Este assunto, que não é um fato novo, é pouco enfrentado e menos ainda debatido pelos professores que às vezes involuntariamente incentivam o bullying pelo silêncio, deixando o aluno sofrer o assédio moral, levando o mesmo a se calar em casa quando não se identifica como vítima.
Pode ser mais um distúrbio comportamental moderno, importado, dizem alguns, mas quase nunca perguntamos para o nosso filho porque ele vai mal à escola ou não.
Por mais que se discuta, a síntese desse debate é perguntar o que está errado, pois os erros além do imponderável são atos falhos, que propriamente não podem ser chamados como tal, pois no fundo são manifestações de desejo.
Qualquer um pode cometer erros e nem se discute se ele tem direito a isso, porque errar é humano.
É claro que meu filho não vai para a escola só para assistir aulas. Suas notas, seus trabalhos e a sua relação com o ensino formal são avaliados em casa.
A obrigação dele além de se inserir no ambiente social, é desenvolver sua personalidade com vistas a responsabilidades maiores.
Infelizmente muitos pais, preocupados com o materialismo exacerbado que a sociedade exige além de não se dar conta dessas questões, nem imaginam como é ou poderia ser a relação de seus filhos com a escola e se esta é prazerosa para eles.
O professor deveria ouvir os queixumes dos seus alunos, sem pensar que isso não é da sua obrigação.
Se o aluno está sofrendo algum assédio ou não para assim valorizá-lo, e tem receio de relatar para os professores, é porque seu pai que tem mania de propor o revide para qualquer coisa que aconteça com ele, estará sendo intimidado por ambos.
Muitos são os pais se preocupam mais com a apologia das drogas do que com o desempenho do seu filho como aluno e mais, se está no ensino privado é porque lhe faz doer o bolso, mas se é do ensino público menor ainda é a importância por ele, pois qualquer culpa passa a ser do Estado.
Uma agressão a mais ou a menos não vai levar a nada, pensam e falam alguns pais que já estão vendo o filho condicionado a tomar atitudes reprováveis, que só aumentarão a frustração da família no presente e da sociedade no futuro.
sentimento é saber que se meu filho for chamado de burro ou caracterizado por alguma síndrome estereotipada, não vai sofrer por falta de amor e de apoio do seu pai, pois sabe que ele está fazendo a sua parte, daí, o prazer que tenho por levá-lo à escola.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Livros Sobre Autismo com Edições Esgotadas

1) Vida de Autista
2) Autismo - Deslizando nas Ondas...
3) Deficiência ou Eficiência
Estão com suas edições esgotadas e fora do catálogo pelas editoras.
Já iniciei o projeto de reedição dos mesmos, quando então comunicarei a todos.
Grato pelo apoio de todos e contem comigo pelo e-mail:
E aqui neste blog.
Na medida em que o tempo permite, estou fazendo a migração dos meus artigos do Artigonal - Recanto das Letras e Escrita, embora os mantenha.
Luz e Paz

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

EU SOU UMA ROCHA - “I am a Rock”-



Ergui paredes
Uma fortaleza, alta e forte
Que ninguém pode penetrar.
Não preciso de amizades.
Amizades causam dor.
É o riso e é amar o que eu desenho.
Sou uma rocha,
Sou uma ilha,
Tenho meus livros
E minha poesia para proteger-me.
Estou blindado em minha armadura
Oculto em meu quarto
Seguro dentro do meu útero.
Eu não toco em ninguém e ninguém me toca.
Sou uma rocha
Sou uma ilha.
E uma rocha não sente dor
E uma ilha nunca chora.
=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=
Para assistir o Clip da Música Clicar no link abaixo:
MARAVILHOSO.
http://www.youtube.com/watch?v=hhgFNRhgVP8&feature=related

“I am a Rock”- Paul Simon -
Estes versos de Paul Simon
foram entregues por paciente autista à sua terapeuta,
dizendo o que eles expressavam.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Liê Ribeiro - Mãe Excepcional Lança Livro


Quando a capacidade de abstração de Liê Ribeiro começou a materializar seus mundos, mais parecia que estava convulsionando, tornando o seu Vivendo Sonhos uma consciência capaz de colocar um personagem no lugar do outro até mostrar sua existência.
Na busca incansável de novas concepções de estados não comuns de consciência, Liê elaborou este livro ímpar do seu próprio coração de ser humano, sem desviar a conexão do fio da vida, mostrando os lugares onde ficam respostas para antigas perguntas.
Conheço Liê Ribeiro, há tempos. Ela é poetisa, mãe de autista, parideira de versos sem acentos súbitos, de compasso regular e ritmo ordenado como partitura musical de suas vivências.
Em Vivendo Sonhos, Liê sem pretender ser erudita, nem santa, durante o suave percurso da leitura, abre o caminho para um encontro do papel que está reservado para cada leitor no seu plano de criação, incluindo os aspectos das fecundas experiências da vida dos seus personagens.
Vivendo Sonhos é um livro que exclui a possibilidade de não captar de forma integral sua mensagem, atravessando novas fronteiras sem desvios ou duplo sentido para evitar que o leitor se perca no caminho.
Para visitá-la, clique:
Para adquirir seu livro:

Novo livro sobre Autismo


Vivências Autísticas oferecem uma sondagem no horizonte do tempo, onde encontrar suas origens é tão difícil quanto descobrir de onde vem o autismo propriamente dito. Mesmo que conseguíssemos estabelecer uma regressão de memória para voltar aos caminhos percorridos, lapsos ficariam, pois para o início da busca nada existe, e para o futuro ainda não há protocolo catalogado. Vivências Autísticas não são peças ocasionais, são produtos do dia a dia Vivências Autísticas é um livro dedicado aos pais, no sentido duplo e verdadeiro da palavra, amigos, cuidadores, médicos, guerreiros, enfermeiros e anjos da guarda. Todos - Mães e Pais – excepcionais.
Luminosos Testemunhos

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Falando de Autismo


   Até pouco tempo atrás, falar de autismo era um assunto que não provocava interesse jornalístico, pois não justificava discussões nas redações, até que a partir de meados de 2005 a mídia norte americana começou a elevar as pautas da síndrome infantil para a categoria de doença, sugerindo que estava em curso uma epidemia mundial do distúrbio, aumentando a carga de preocupação sobre os conceitos existentes e indefinidos em relação às características autísticas.
   Além de não passar de mais uma enganação alarmista para pais e responsáveis precariamente informados sobre o autismo em nosso país, onde ainda não há órgãos oficiais de saúde para cuidados específicos, sabe-se lá que interesses estariam por detrás daquelas notícias falsas, já que os índices de autistas diagnosticados no mundo são os mesmos de três décadas atrás, e esse tempo fica bem próximo da descrição da síndrome por Leo Kanner, psiquiatra infantil da John Hopkins University em 1943.
   Infelizmente no Brasil, o autismo começou a ficar mais conhecido, quando alguns políticos que surfaram nas ondas das CPIs de corrupção e imoralidade, se utilizavam da palavra autista para desqualificar o presidente da República, ministro, senador, deputado estadual, federal e personalidades, estabelecendo um adjetivo desqualificante que por pouco não vira moda.
   Felizmente, numa cruzada silenciosa: pais, associações, grupos de discussão na internet no mundo inteiro e movimentos pró autistas, conseguiram conter a onda, pois muitos daqueles políticos e outros que se utilizaram do autismo para caracterizar alguém com um “defeito”, desconheciam a condição médica do mesmo.
   Alguns profissionais da saúde em autismo ao invés de orientar, invertem situações para os pais, fazendo-os crer que o portador não se relaciona com outra pessoa que não seja igual a ele, incluindo propensões para outras síndromes especialmente na adolescência, de acordo com seu arbítrio, por falta de preparo técnico e experiência.
   Enquanto isso, o autista e seus pais continuarão pagando o alto preço do seu aprendizado que deveria ter a definição da causa da síndrome vindo da escola de formação do profissional, para manter a esperança da cura de um quadro psicológico abstrato e sem precedentes.
   Em condições normais, pais de autistas ou não, não precisávamos estar nos engalfinhando com políticos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, rogando que se altere o artigo do projeto do Estatuto do Deficiente, onde está definido o autismo como deficiência, pela expressão: transtorno global do desenvolvimento, abrangendo outras síndromes, evitando que fiquem fora da proteção da lei.
   O autismo pode também ser uma proposta de educação, pois é de função pedagógica. Tudo que se faz pelo autista é orientado para educá-lo dentro dos princípios da pedagogia, não podendo ser visto como uma sina de caráter assistencialista, mas sim como uma linha reta de bom senso, merecedor de confiança.
   Autistas precisam de psiquiatras, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos e adjacentes competentes, que não fiquem praticando autofagia, cada um querendo deter monopólio de saberes, mas sim aprimorando experiências até para o governo brasileiro, a exemplo do que acontece em outros países onde a saúde é levada a sério.
   Autistas não devem ser catalogados apenas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico ao receberem o seu diagnostico, e que seus pais não se deixem levar pelo imediatismo, aceitando docilmente prescrições que seus efeitos colaterais os levem do seu estado natural para situações perturbadoras.
   Não podemos esquecer que nossos filhos autistas ou não, só vieram através de nós.
   Cada autista é único, vêm com sua própria personalidade, talentos e pensamentos.

O Poder da Resposta

        Dia desses quando cumpria mais um dia das minhas tarefas nas lides espirituais, atendi uma senhora, que me contou da sua tristeza pelo desvio de conduta do seu filho para as drogas.
    Não são raros estes encontros que nos trazem histórias dramáticas.
    Aquela senhora queria mesmo era uma explicação para o que ouvira em uma casa espírita, onde fora feita a mesma pergunta, e o “espírito consultado respondera” que o seu filho já estava perdido, isto é: por ele nada mais poderia ser feito.
    Não foi difícil explicar para ela que os espíritos nem sempre sabem tudo e menos ainda estar todos os lugares.
    Com felicidade senti que ao se despedir aquela mulher levou consigo uma enorme quantidade de perguntas, que certamente as respostas viriam durante o seu dia-a-dia, e lhe trariam o conforto para descobrir que seu filho não estava assim tão perdido.
    É comum encontrarmos na rua alguém oferecendo um folheto com o endereço de algum Consultor Espiritual. A função é tão pomposa que de repente dá para acreditar que é uma profissão regulamentada, pois o que se vende de bom é que eles podem resolver tudo.
    Se você está doente, sente dores de cabeça, dores na coluna, foi desenganado pelo médico, se pode fazer a cirurgia, tem problemas financeiros, sentimentais, lar dividido, casamento destruído, incompatibilidade conjugal, pessoas viciadas na família, se as portas estão fechadas, que está sendo vitima de inveja, obra de feitiçaria, olho grande, ouve vozes, sofre perseguição, ou quer localizar alguém seqüestrado ou não, ufa... Procure o consultor espiritual.
    Têm alguns “guias espirituais” que além de dar palpites, antecipam os números do resultado de jogos das loterias e mais, predizem até rituais de procedimentos do que se deve fazer antes de morrer, sem falar que o time que você torce será campeão.
    O que se poderia dizer àquela senhora que foi informada que seu filho estava perdido para as drogas, ou de quem com a maior pureza da alma se dirige ao consultor espiritual do folheto ou do cartão de visitas, é que ambos desconhecem a função dos espíritos, o que fazem e como vivem. Ela por ingenuidade, ele por esperteza.
    Aos espíritos pode-se perguntar qualquer coisa, assim como se poderá receber qualquer coisa como resposta. Cada espírito esta atendendo ao encarnado, de acordo com o seu grau de evolução.
    Os espíritos menos esclarecidos, nem sempre têm permissão para dizer tudo o que sabem. Espíritos evoluídos ou mais adiantados como se houve comumente, estão limitados a sua situação evolutiva, e só dizem o que sabem quando podem dizer, jamais dizendo ou interferindo naquilo que o encarnado, através o seu livre arbítrio, capacidade e capacitação poderia resolver, e nestas condições, ir e vir é uma questão de obediência..
    A fé, ingenuidade ou necessidade leva a pessoa a confiar em qualquer informação espiritual. Mas como saber se a informação é confiável? Até onde a informação é verdadeira?
    Sempre exemplificamos que qualquer manifestação extraordinária, previsão de acontecimentos futuros, lugares pré-determinados e outras informações que despertem curiosidade ou despertem o inusitado, devem ser rejeitados. Por quê?
    Por que a Casa Espírita não é consultório de adivinhações que atende pedidos deste tipo. Toda e qualquer revelação espiritual é espontânea e quase que infalivelmente acontecem por intermédio de um médium, completamente desconhecido da pessoa que a procura para atendimento.
    A Casa Espírita é um lugar para atendimento de assistência espiritual.
    Consultório médico é para atendimento de enfermidades. Casa de loteria é para jogar e tentar ganhar nos números dos seus palpites.
    Encontrar coisas e algum desaparecido é missão de polícia.
    A missão dos espíritos é o bem e o progresso da humanidade. Qualquer orientação ou informação pode ser obtida de médium atendente, por sua honestidade e boas intenções, em casa espírita.
    Uma pergunta de cunho espiritual, deve ter sempre em mente o aprimoramento moral.
    Levados por nossa boa fé, facilmente podemos nos deixar enganar por espíritos inescrupulosos, assim como podemos ser atraídos por consultores espirituais de má fé com suas “respostas infalíveis”.

Você é Portador da Síndrome da Paciência?



VOCÊ É PORTADOR DA SÍNDROME DA PACIÊNCIA?


“Se você estiver me ouvindo e entendendo, me dê uma resposta: movimente seu braço direito, esquerdo, abra os olhos, movimente a perna direita, esquerda etc.".
Insista uma, duas, três, cinco ou dez vezes, dependendo do estado autista ou do seu próprio.
Eu, sempre dou uma resposta, movimentando o membro solicitado ou fazendo a expressão pedida.
Quando responder é a questão... Quando quero... Quando posso... Questão de tempo... Imensurável.
A dificuldade nas respostas é comum para os autistas, talvez devido à frustração da descoberta que, deprime tanto a mãe como ele.
Pratique a Síndrome da Paciência que há em você.

Parada para Pensar - Real Significado da Vida

    Enquanto caminhava pelas ruas do bairro onde moro, eu observava que algumas residências ainda estavam enfeitadas com alegorias de Natal, principalmente as luzes nos jardins que se enrodilham entre arbustos e árvores, formando figuras que provocam exercícios de imaginação que vão da fantasia a emoção.
    Interessante, quando eu era menino, me lembro bem, os enfeites natalinos iam sendo desmontados logo após as festas de fim de ano. Alguns eram mantidos no máximo até o Dia de Reis, também conhecido como o final do Natal.
    Agora, o tempo passa e não importa que as alegorias desbotem ou as lâmpadas queimem provocando intervalos maiores no pisca-pisca dos vaga-lumes artificiais. O que importa é que a decoração deve ser mantida, sem dia marcado para terminar.
    Meu filho me chamou atenção para os papais noéis atuais. Eles são “transformers”, iguais aos bonecos do filme, desmontáveis, pulando o muro com uma perna só, outro aparece de costas se enredando pela parede e um dos mais interessantes é aquele que já está com meio corpo dentro da chaminé quando tem na casa, representando para quem vê de longe alguém que está invadindo a casa pelo telhado.
Cruzes. Descobri que os noéis esquartejados têm preço maior do que o valor que pagam pelo trabalho de um Papai Noel ao vivo, embora exista informações da sua extinção porque seus altos honorários a partir do tamanho da barba são insuportáveis, fazendo o lojista descartar a atração comercial, não importando o sacrifício.
    Em algumas lojas, e em centros comerciais a época natalina ainda é prorrogada por alguns dias. Tem presentes, ceia farta, abraços efusivos, gente sorrindo em imensos painéis luminosos, prolongando o espírito natalino para acompanhar as grandes liquidações comerciais.
    E eu cá com meus botões fazendo uma parada para pensar que se comemora o aniversário de nascimento do Divino Amigo, meu ídolo maior, de quem recebemos a maior lição de humildade da história da humanidade a partir da manjedoura em meio aos animais, como é que nós, simples mortais menos poderosos, nunca nos lembramos de calçar as sandálias da humildade?
    Como é que gastamos o que não temos e esbanjamos o que nos sobra?
    Raramente reavaliamos nossas atitudes, nunca nos esquecemos de criticar os defeitos dos nossos semelhantes. Como enaltecê-los por maiores que sejam suas qualidades se não corrigimos nossos erros, justamente na época mais propícia para isso.
     Penso que nos acostumamos a reclamar, pois é mais fácil ser desagradável ou mal humorado do que agradecer a Providência Divina por tudo o que de graça recebemos e não raro quando damos nos contrariamos.
     Raramente nos lembramos daquelas amizades que nos eram tão caras. Menos ainda daqueles que temos à nossa volta, que são obrigados a ouvir nossas bobagens e ainda sentir a nossa injustiça, só por que pensamos que a iniciativa de ser agradável não deve ser nossa.
    Tenho um amigo das lides espirituais que nos ensina que todo dia é Natal. Não importa que as liquidações e ofertas de início de ano seja aquilo que sobrou no estoque de vendas natalinas.
    Importa que o melhor presente seja para o nosso semelhante ficar feliz, até chore, mas que seja de emoção e não de dor pelo esquecimento.
    Que as imperfeições sejam reconhecidas pela mente e pela alma, para que não sejam repetidas no futuro, e haja perdão de todo lado.
    Que o aborto, não seja legalizado e nem considerado um instrumento de combate ao crime como querem alguns fracos que ainda desconhecem o real significado da vida.
    Que sejamos respeitados, governantes e governados.
    Que nenhum brasileiro precise viver como réu, na iminência de ser condenado por insânias contidas neste tal de PNDH (Plano Nacional de Direitos Humanos), só porque enquanto os mensalões continuam a justiça permanece cega e travada, o povo pobre e o pobre povo fica no pavor, enquanto nosso próprio presidente assinala que assinou sem ler um pensamento politicamente obsoleto, fingindo ser democrático.
Zilda Arns através do seu trabalho e vontade deu ao povo carente um pouco de dignidade, sem pensar em cadeira na ONU ou Premio Nobel.
    Zilda Arns e Chico Xavier jamais quiseram reinar através de feitos não realizados, sendo exemplos de tudo o que nossos políticos, sem generalizar, não querem ser.
    Quero considerar que este novo ano seja um projeto que vai dar certo.
    Que se inclua em tudo o que fazemos. Que faça parte de nós. Que nos deixe chegar até o seu fim pensando que estamos mais felizes do que quando o começamos.
    Na Luz e na Paz.

Normose - Involuções Humanas Atuais


    Tem uma nova doença na praça.
    É a Normose.
    Antes de ser doença, é também uma palavra nova.
    Serve para definir a pessoa que está sofrendo de ser normal.
    Vamos deixar claro.
    Quem está sofrendo de Normose, está padecendo da doença de ser normal.
    Entendeu?
    Não?
    É complicado.
    Temos que viver dentro de um padrão socialmente aceitável, de acordo com as evoluções humanas atuais.  Isto é, dentro de padrões pré-estabelecidos pela sociedade tida como avançada.
    Devemos nos encaixar num padrão que não é nada fácil de ser alcançado. Eu por exemplo, como sujeito integrante do sistema, para parecer normal, tenho que manter uma constituição física sarada e mais, ser razoavelmente bem sucedido financeiramente.
    A partir daí, já estou excluído da normosidade. Se desta variação da Normose ninguém falou, anotem: direitos de criação para mim, por favor.
    Atualmente parece que devemos viver mantendo uma enganação permanente.
     Foi promulgada a lei da tolerância zero para o álcool.
    Entre muitas brincadeiras que tripudiam a lei, que para mim é inócua porque não tenho esse hábito de consumo, ou padeço da doença do alcoolismo como a medicina trata, ou simplesmente tenho que me encaixar dentro dos padrões da normosidade, caso contrário, sou apenas mais um bêbado.
    Aqui em casa estamos policiando o vinagre, ora de álcool, ora de vinho que usamos, porque um regiminho semanal à base de saladas poderá nos sujeitar à perda da carteira de habilitação e pontuá-la negativamente, ser multado, e de repente ser preso protestando, porque até explicar para o guarda o que é Normose, ao ficar informado do que significa, poderá nos prender por desacato, o que não seria nenhum absurdo quando se topa com despreparados para a função pública, useiros e vezeiros do abuso de poder.
    Como se não bastasse a depressão  estar consagrada como  mal do século, o que provoca uma imensidão de efeitos colaterais, agora inventam a Normose.
    A Normose nos obriga a lembrar de ditaduras comportamentais.
    E de se perguntar quem são esses ditadores de comportamentos?
    Provavelmente são aqueles que não puderam contar com o apoio dos filhos, física e afetivamente.
    A “santa inquisição” fez ligações malignas até para as parteiras que nos “aparavam”, sem titular aquelas que  que as antecederam desde que o mundo é mundo, taxando-as de bruxas e condenando-as à fogueira.
    A Normose não conta com aspectos etéreos como justificativa para serem implantadas no universo. É uma mutação de palavras que  se mostram eficazes na hora de mudar formas usuais, mas ficam devendo quanto ao conteúdo.
    A ninguém é dado o direito de exigir que você se comporte dessa ou daquela forma, ou faça prova contra si mesmo de acordo com a Constituição Federal, como é o caso de assoprar no bafômetro para medir o teor alcoólico.
   Há duplicidade de lei. A primeira é tida como ideal. A segunda é mais um modismo do atual governo. Quanto ao  problema todo mundo sabe que é de educação simplesmente.
    O que se espera da humanidade, essa pobrezinha, que já pagou preços altíssimos pelos seus próprios destemperos?
    Fala com a  Normose, pois ela estimula a ânsia de querer o que não se precisa.
    Consta que quem inventou a Normose é aliado de adjacentes das Neurociências. Consagrada ela vai fazer em pouco tempo você pagar terapeutas para ter com quem conversar.
    A Normose é uma fraude. Leva a pessoa para hábitos inconscientes além de estar na base de uma crença da separatividade gerando distorções básicas na percepção da realidade, prática da corrupção e a produção de autômatos na vida cotidiana, considerando-a descartável, especificamente com ausência de valores éticos, onde o sujeito isento de sentimentos desaparece.
    Voltando a “santa inquisição” igual à ditadura – que a terra lhes seja pesada - foi pensando normosamente que surgiram as guerras justas, as guerras santas e as vitórias militares. Cruzes.
    Conhecido educador e psicólogo francês residente no Brasil, Pierre Weil, numa brincadeira com palavras indicou: na inflação de produtos no mercado, o estímulo à consumatose, que é a compulsão de comprar. A normose na educação via informática que submetida à consumatose, leva à informose. E não para por aí... Noves fora, penso que deveríamos nos preocupar um pouco mais com a energia do amor e da compaixão com alteridade, fazendo da vida íntegra mais um ato de solidariedade evitando equívocos que a Normose pode provocar, e em vez de uma vida, salvar duas.
    O entendimento de tudo que nos acontece, assim como de todas as coisas, se dá por etapas.
    O percurso da inquietude de cada experiência são sentimentos que não podem ser divididos com ninguém porque são únicos, indivisíveis. Suas formas não podem ser alcançadas por ninguém.